Blind date e processos
Um arquitecto-urbanista encontra-se com uma bailarina. Que pode acontecer neste regime de diálogo imprevisível? Desde logo, estamos interessados em que aconteça. Que seja ocasião e desafio para modos de formular pontos de vista, de estabelecer diálogo, de criar refelxivamente em torno dos corpos e dos espaços. Que corpos circulam nos espaços legitimados (e legítimos) das cidades? Que narrativas formam os espaços e os seus regimes de acesso? Que abertura ou fechamento regulam espaços e corpos quando se trate de pensar o público, o privado, o íntimo? Como coabitam os corpos da performance e da teoria num palco comum?
Para qualquer das perguntas, são infindas as variáveis, limitações, indeterminações. Importam-nos respostas? Não mais do que a formulação de perguntas. Conhecem-se os dois convidados? Não, mas isso pode não fazer diferença nenhuma. É o processo, o colocar em acto o diálogo, sem expectativa nem outro programa que não o fazer acontecer desprogramado, a improbabilidade dos modos do diálogo que está em jogo. Que nos coloca em jogo, em risco, que nos desafia.

1 comentários:
os xulos do ps no seu melhor
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